
“Alguns anos atrás, Taylor foi chamada para servir de jurada em Nashville.
Quando o procurador estava fazendo uma entrevista com possíveis jurados e perguntou a Taylor sobre sua profissão, ela simplesmente respondeu “eu sou uma compositora”.”
Aos desavisados, eu sou a maior fã que Taylor Swift já teve. Para provar meu ponto, vou inclusive citar um famoso poema popularizado na internet, de autor desconhecido.
Se a Taylor acha, eu concordo
se a Taylor fala, eu escuto
se a Taylor erra, eu perdoo
se a Taylor pensa, eu admiro
se a Taylor tem 100 fãs, eu sou um deles
se a Taylor tem 10 fãs, eu sou um deles
se a Taylor tem 1 fã, eu sou esse fã
se a Taylor não tem fãs, eu não existo.
Tendo isso estabelecido, vou comentar rapidamente o motivo de eu ser fã da Dra. Taylor Swift.

Taylor é, para mim, uma das melhores, se não a melhor, compositora da nossa geração. E muito disso vem do seu amor a literatura. Taylor usa de seu amor por livros para se inspirar na música, fazendo citações e por vezes, até mesmo usando obras como referências. Suas composições contam toda uma história e conseguem nos transportar em poucos minutos para a vida daquela persona e suas sensações. Taylor não é apenas uma compositora, ela é uma contadora de histórias.
Cantora, compositora, produtora e diretora estadunidense. Ainda quarta série, ela venceu um concurso nacional de poesia. Sua primeira música acompanhada de violão foi composta aos treze anos. Taylor lançou seu primeiro álbum country aos dezesseis anos, que levava seu nome e o single que a fez estourar, “Tim McGraw”.

Nessa entrevista da BBC, Taylor comenta sobre música country, e como esse gênero é sobre cantar coisas que conhece e o jeito que vive sua vida.
“Sim, algumas pessoas vão cantar sobre caminhonetes, algumas pessoas vão cantar sobre bares e whisky e eu canto sobre amor e términos. Sabe quaisquer que sejam suas prioridades ou como sua vida está no momento, é sobre isso que você canta.
Em Scholastic Web Chat, Taylor conversa com crianças entre dez à quinze anos, sobre seu processo de escrita e como a leitura a deu o impulso inicial para seguir seu caminho como compositora. Ainda nessa conversa, Taylor comenta algumas de suas composições como a música “This Love”, que foi concebida inicialmente como um poema, e como a poesia tem uma grande proximidade com a música.
Quando eu estava crescendo minha aula favorita era inglês, porque era nesta que podíamos escrever poesia e era minha coisa favorita no mundo. E isso se transformou em composição muito facilmente porque é muito similar.[…] Poemas e canções são tão similares que eu prevejo que é altamente provável que se você gosta de escrever poesias você vai amar escrever músicas.
Em clipes e shows, Taylor utiliza de poemas e monólogos para complementarem sua apresentação, como é notado em “I Knew You Were Trouble” e “Out of the woods“. Também faz citações diretas, sendo Gatsby a temática favorita ( “Feeling so Gatsby for that whole year”) e referências, sendo “I hope she’ll be a beautiful fool” uma das falas de Daysi, personagem do livro e o trecho “All you want from me now is the green light of forgiveness”, que não representa apenas um sinal de estar tudo bem, mas tem um papel importante no livro, visto que Gatsby olha para a luz verde vinda da casa de Daisy como um sinal de esperança e é um detalhe muito analisado e discutido sobre o livro.
Eu não seria uma compositora se não fosse por livros que eu amei enquanto criança. E eu acho que, sabe, quando você pode escapar em um livro, treina a sua imaginação para pensar grande e que mais pode existir do que aquilo que você vê. E eu acho que essa tem sido a base do porque eu quero escrever músicas e do porque escrever se tornou minha carreira.

Através das novas inspirações, é possível ver também como Taylor amadureceu como leitora, e junto a ela suas composições e os temas abordados. Romeu e Julieta com seu amor impossível, deram lugar a Rebecca, os poemas de Dickson e Morro dos Ventos Uivantes.
Taylor costumava compor sobre sua vida pessoal, como ela declara em diversas entrevistas, mas afim de manter sua privacidade, e também como exercício criativo, visto que suas músicas favoritas para compor são as de término e ela está em um relacionamento saudável já há alguns anos, Taylor começou a se inspirar em outras histórias, filmes e livros para criar. Folklore e Evermore são frutos dessa nova forma de compor.
Fiquei feliz que meu mundo se expandiu criativamente. Cheguei em um ponto como compositora que apenas escrevia músicas muito confidenciais, em que eu sentia queria era insustentável o futuro que me aguardava, parecia muito sob um microscópio […] Em meus dias ruins eu sentia como se estivesse enchendo um canhão de click baits e isso não era o que eu queria pra minha vida e eu senti quando lancei folklore, senti que se posso fazer essa coisa onde posso criar esses personagens nessa cidade mitológica americana ou onde quer que eu os imaginasse, eu poderia refletir minhas próprias emoções no que eu acho que eles poderiam estar sentindo, eu posso criar histórias e personagens e arcos e todas essas coisas mas eu não preciso ter que sentir que quando lanço um álbum eu estou dando aos tabloides munição.
Taylor explora o mundo da literatura em versus como “Is it romantic how all my elegies eulogize me?”, elegies sendo um tipo de poema melancólico. Em The lakes Taylor faz uma alusão ao grupo de poetas (Lake Poets) ingleses do movimento romântico com “Take me to the lakes where all the poets went to die“.
Após mudar do country para o pop, e se sair muito bem sucedida no gênero, Taylor compôs folklore e evermore num período de isolamento social e consequentemente voltado para a natureza, dessa vez desbravando o gênero folk, que conversa um pouco com suas raízes de música country (principalmente na forma de contar histórias, falar sobre o cotidiano e problemas da vida como divórcio, traições, corações partidos e vícios), mas que não deixam totalmente pra trás suas produções e baladas pop, agradando a maior parte do público e da crítica.
Em 2021 Taylor recebeu o prêmio “songwriter icon”, no NMPA. Em seu site declararam que “ninguém é mais influente quando se trata de se escrever música hoje [do que Taylor]”.
“Taylor, é uma honra apresentar o NMPA SONGWRITER ICON AWARD desse ano, a partir de três perspectivas diferentes. Como a cabeça da NMPA eu agradeço a você por ser uma vencedora por todos os compositores Como um fã, eu aprecio você por ser uma das mais prolíferas e consequente compositoras de todos os tempos. E como um pai, eu sou grato a você, por ser um excelente modelo para minhas duas filhas mais jovens. Suas conquistas são deslumbrantes. Onze GRAMMY AWARDS. Uma dos quatro artistas na história a ganhar três prêmios de álbum do ano e a única mulher a conquistar essa marca histórica. […]. Você é uma artista brilhante. Uma empresária e criadora de tendências, mas você é primeiramente e principalmente, uma compositora.”
Esse artigo ficaria muito mais longo se fossemos analisar mais a fundo as inspirações de Taylor e como estão presentes em sua discografia, mas por hora, me contento em repetir o que todos já sabem:
Ela é a indústria.






































































